O amor nรฃo pede licenรงa. Nรฃo bate ร porta a perguntar se pode entrar. Nรฃo se explica, nรฃo se justifica, nรฃo se encaixa em regras feitas por quem nunca soube sentir. O amor simplesmente acontece. E se tens que pedir permissรฃo para amar, entรฃo nunca foi amor.
Duas mulheres, um amor. Dois homens, um amor. Um corpo e outro corpo, um encaixe sem manual de instruรงรตes. Branco, preto, misturado. A pele sente igual, os coraรงรตes batem no mesmo ritmo, o desejo arde com a mesma intensidade. Entรฃo por que caralho ainda hรก quem acredite que pode decidir sobre o amor dos outros?
Eu nรฃo estou aqui para levantar bandeiras, nem para seguir modas de aceitaรงรฃo forรงada. Eu estou aqui para te dizer o รณbvio: toda a gente tem direito a amar. Toda a gente tem direito a sentir. Sem medo, sem desculpas, sem olhar por cima do ombro para ver quem estรก a julgar.
Porque o amor nรฃo se mede pelo gรฉnero, pela raรงa ou pela aprovaรงรฃo dos outros. Mede-se pela lealdade, pelo respeito, por estar lรก quando tudo desaba. O amor nรฃo รฉ sรณ dividir uma cama, รฉ dividir a alma. ร estar nos dias fodidos, quando o chรฃo se parte e a รบnica certeza que tens รฉ aquela mรฃo que segura a tua.
Entรฃo nรฃo me venhas com essa conversa de que โรฉ estranhoโ, de que โnรฃo รฉ normalโ. Porque o que nรฃo รฉ normal รฉ ainda haver gente a perder tempo a querer decidir quem pode amar quem.
O amor รฉ de quem o sente. Sempre foi. Sempre serรก.
๏พ๏พแฏื๊ซ